07/03/2009
Momentos Aeroporto
"E o rapaz do raio X do aeroporto
Vê perfeitamente bem
Tudo o que eu acho que me convém levar
Ele olha pra mim de um jeito torto
E pergunta assim:
O que é essa coisa
que brilha tanto
No meu raio X
Por favor me diz"
[No Aeroporto - Pato Fu]
Raio X
- Na bolsa tem um notebook.
- Vamos tentar passar.
- Bip-bip.
- Por favor, passe o notebook separado.
- Bip-bip.
- Isso parece algo pontiagudo. (Um funcionário comenta com o outro).
- Deve ser da bolsa.
- Moça você tem algum objeto pontiagudo? Tesoura, alicate, pinça... ?
- Não, devem ser as canetas.
- Por favor, me acompanhe para a vistoria.
(passos)
- O que tem dentro da bolsa?
- Livros, CDs, carregadores, um estojo com canetas...
- Pode abrir o estojo?
- Claro! Canetas, canetas e... eita! Tem uma tesoura de papel, eu tinha esquecido! Desculpa, se precisar pode jogar fora não tem importância...
- Deixe-me olhar a ponta (...) não tem ponta não. Pode deixar ai. E o que mais tem no estojo.
- Só canetas, lápis... ah! tem uma caneta de metal...
- Canetas, canetas, canetas... você coleciona canetas é?
- (risos) Não. Coisa de estudante mesmo.
- (risos) Ok. Pode passar.
(passos)
[Eita, a vistoria bagunçou a organização das coisas dentro da bolsa quem disse que consigo por tudo de volta. (...) Vai entra notebook (...) Ah! Tem uma mouse aqui no final da bolsa, agora vai. (...) Não tá indo... e agora? (suor...) Vixe os livros estão impedindo a entrada também... (...) e agora porque não entra? (...) Já sei vou tirar uma coisa coloco o notebook e organizo as coisas novamente. (...) Ufa! Finalmente deu para por tudo de volta! =) ]
(despedidas)
(passos)
Momentos Rio
O Rio tem seus encantos e desencantos e por não estar como turista por aqui acabo, a cada minuto, me deparando com os dois lados desta cidade.
Devido minha necessidade de procurar um local para morar estou conhecendo o Rio de uma maneira muito diferente de como pude conhecer outras cidades: mapa na bolsa; endereço anotado do local que vou olhar com referências; ônibus, metrô ou alternativo; e perguntas de quando em quando.
O Rio tem seus encantos e desencantos e por não estar como turista por aqui acabo, a cada minuto, me deparando com os dois lados desta cidade.
Devido minha necessidade de procurar um local para morar estou conhecendo o Rio de uma maneira muito diferente de como pude conhecer outras cidades: mapa na bolsa; endereço anotado do local que vou olhar com referências; ônibus, metrô ou alternativo; e perguntas de quando em quando.
Nesta trajeto vou aprendendo sobre alguns bairros, pontos de referência, ruas principais, etc. Já vi de longe o Cristo Redentor, já passei ao lado do Maracanã algumas vezes... os pontos perto do centro são os que já passei mais: igreja da candelária, porto, prefeitura, rodoviária, torre, etc e tal... Muitas vezes acabo conhecendo as coisas por acaso por estarem no meio do caminho ou como já me ocorreu por pegar um transporte errado.
Aos poucos vou me deparando com os encantos e desencantos da cidade. É encantador poder ver dentro de um mesmo ônibus os morros (montanhas) da cidade e ver também o mar e as bahias... a idéia de olhar o horizonte e ver "montanhas" ao longe parece de certa forma ampliar o horizonte, e isto eu acho bacana também.
Por outro lado espero não vir me acostumar com a perda de tempo no transito, com a enorme pobreza disseminada, com imponentes prédios antigos se acabando ao tempo, com a desorganização de alguns bairros, com as inúmeras pichações, com as notícias de tiroteios e mortes nos noticiários... é disso que não gosto daqui.
De resto é bolsa nas costas; olhos atentos aos classificados a procura de novos lugares; aulas a assistir e coisas a estudar; e, uma cidade a espera de ser conhecida.
Aos poucos vou me deparando com os encantos e desencantos da cidade. É encantador poder ver dentro de um mesmo ônibus os morros (montanhas) da cidade e ver também o mar e as bahias... a idéia de olhar o horizonte e ver "montanhas" ao longe parece de certa forma ampliar o horizonte, e isto eu acho bacana também.
Por outro lado espero não vir me acostumar com a perda de tempo no transito, com a enorme pobreza disseminada, com imponentes prédios antigos se acabando ao tempo, com a desorganização de alguns bairros, com as inúmeras pichações, com as notícias de tiroteios e mortes nos noticiários... é disso que não gosto daqui.
De resto é bolsa nas costas; olhos atentos aos classificados a procura de novos lugares; aulas a assistir e coisas a estudar; e, uma cidade a espera de ser conhecida.
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