Estive lendo o livro "A crise dos 25 - como lidar com os desafios da transição para a vida adulta" (Alexandra Robbins e Abby Wilner) que conta com muitas dúvidas e alguns relatos de "jovens adultos"... resolvi então compartilhar alguns trechos que achei interessante deste livro.
[Ficou meio com cara de auto-ajuda, mas, acontece.]
"A crise dos 25 é, antes de tudo, uma crise de identidade. Tentamos definir quem somos e o que queremos desde a infância, quando a consciência começa a despertar. Mas o processo volta à estaca zero aos vinte e poucos anos, quando os recém-formados são expulsos do ambiente escolar e tragados pelo 'mundo real'. A maioria das pessoas enfrenta a transição utilizando uma combinação de bom senso, determinação e, quase sempre, sorte."
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"De uma lado, a oportunidade de realizar os sonhos produz um agradável frio na barriga. De outro, logo percebem que é duro e estressante administrar tantas dúvidas ao mesmo tempo, resolver uma equação com tantas variáveis."
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"Vários dos nossos entrevistados queixaram-se do real significado da pergunta 'o que você faz da vida?', formulada por um estranho depois de dois minutos de conversa. 'Faz' significa ter um emprego ou pelo menos um meio de ganhar dinheiro. Ninguém está interessado em saber se você gosta de danças de salão, faz um trabalho voluntário, dá uma força na empresa da família ou está fazendo pós-graduação."
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"Não é fácil definir o que se gosta de fazer. Continuo tentando encontrar as coisas que me dão alegria. Esse é o aspecto-chave que me distingue de outras pessoas, uma espécia de selo de individualidade. As paixões mudam de acordo com novas experiências e novos desafios."
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"Boa parte do estresse dos jovens é causada pela confluência de decisões que eles têm de tomar ao mesmo tempo e relação à carreira (costuma ser a principal), vida amorosa, onde morar. Esforçam-se em definir vários objetivos e querem alcançá-los todos ao mesmo tempo, como se disso dependesse a conquista da felicidade. O problema é que, nesse jogo, não existe a garantia de 'ser feliz para sempre'. A satisfação nos primeiros anos de carreira pode não ser duradoura. É preciso estar sempre pronto a reavaliar velhas escolhas, colocando-as na balança e descartando-as, se já não tiverem o peso de antigamente."
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"O caminho rumo à idade adulta é marcada por lembretes diários de que a vida está mudando e não se pode fazer nada para impedir isso."
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"Envelhecer é um processo do qual ninguém escapa. Quem vive temendo o inevitável não está vivendo de verdade. Quem tem pavor das mudanças desperdiça a chance de aproveitá-las. Os momentos em que faço uma pausa e avalio minhas conquistas são agridoces: fico triste porque estou envelhecendo e não posso reviver o que passou. Mas sinto que acumulei muitas experiências, não preciso passar de novo por elas e já posso cuidar de outros desafios. Isso ameniza a tristeza."
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"Com o tempo, os jovens adultos começarão a ver seus pais como - ufa! - pessoas. Que sensação estranha."
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"'A hora é agora', eis o desafio dos jovens adultos. Eles sabem que chegou a hora de alcançar os sonhos e definir o futuro. Se deixarem para depois, haverá menos oportunidades."
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"Quando vou desistir de meus sonhos? Espero que nunca, mas acho que eles mudam à medida que eu mudo."
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"A depressão é o efeito mais sombrio da crise dos 25. Uma infinidade de dúvidas surge simultaneamente (que rumo tomar, o medo do fracasso, a falta de experiência) e fica difícil manter o equilíbrio. O mundo é novo, assustador, implacável. Os recém-formados têm a sensação de que a faculdade não os preparou para quase nada e questionam sua capacidade de enfrentar os novos desafios. Como raramente dividem sua dúvidas, por considerá-las muito pessoais, não sabem que as pessoas da mesma idade estão vivendo a mesma melancolia, pânico, raiva, apatia - são anormais. E duvidam ainda mais de si mesmos."
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"Por que estou fazendo isso? Por que não escalei o Monte Everest, não entrei para a Cruz Vermelha ou defendi a Mata Atlântica? Por que não fiz pós-graduação em Filosofia? Por que não fiz nada que realmente tenha importância, como ajudar a salvar crianças morrendo de fome na África, ou descobrir a cura para a AIDS? Aos 25 anos, pode ser a última oportunidade para eu fazer alguma coisa completamente diferente, excitante e fora dos padrões, em vez de seguir um caminho convencional."
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"Na infância e na adolescência, eles ouviram promessas sensacionais: podiam escolher a profissão que quisessem, uma carreira que fosse pura diversão. Na sua imaginação, o futuro era um lugar reluzente e repleto de recompensas. Mas o futuro chega e os jovens adultos percebem que a vida é dura e muitos sonhos são inalcançáveis."
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"Os jovens adultos com as atitudes mais positivas são inevitavelmente o que acreditam que suas dúvidas são normais"
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"Duvidar significa que somos humanos. Todos temos dúvidas e não acho que a terapia seja necessariamente a resposta correta. Certas coisas dão certo, outras dão errado. A vida é assim. Não há curso nem livros didáticos que ensinem o caminho do sucesso depois da faculdade. Não há mais um cronograma de quatro anos que determine quem são seus amigos, a área em que você deve se especializar, seu caminho de carreira."
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"Tenha medo, mas mergulhe mesmo assim. Se a água estiver fria, paciência. Se você agiu de acordo com sua vontade e consciência, imagine que tomou a decisão certa. Não fique remoendo se alguma coisa deu errado, nem tente imaginar o que seria sua vida se você tivesse tomado outra decisão. Isso não leva a lugar nenhum. As dúvidas surgem porque temos menos controle do que tínhamos no passado. O problema é ficarmos paralisados quando temos a oportunidade de agir".
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"É dura a vida dos recém-formados. Muitos passam meses se remoendo até definir um caminho na vida e na carreira. Alguns têm alergia a tomar decisões e, inconscientemente, empurram o problema com a barriga. De um lado, os jovens adultos pensam que essas escolhas são cruciais para definir o rumo de suas vidas e tentam avaliar exaustivamente todos os aspectos envolvidos. De outro, não se julgam experientes e maduros para tomar decisões importantes. 'Se nunca fiz isso antes, como é que vou saber se estou agindo certo?', indagam-se."
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"Alguns jovens adulto tentam desanuviar a tomada de decisões lembrando que a vida não é perfeita e às vezes não dá para separar as escolhas entre 'certas e erradas'. 'Sempre temos muitas opções para escolher - do lugar para passar as férias ao interesse que devemos dedicar energia, mas raramente encontro uma opção tão boa que se encaixe totalmente em mim', diz"
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"'Como sei se estou tomando a decisão certa?'. A resposta: 'Não dá pra saber, mas você deve tomar as decisões mesmo assim."
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"Encontrar um ponto de equilíbrio entre carreira, amigos, família e vida sentimental é fundamental para que os jovens adultos enfrentem seus desafios com tranquilidade. Não existe modelo que sirva para todos."
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"A busca do equilíbrio é desgastante. Pouco experientes nesse tipo de malabarismo, os jovens adultos sofrem para escolher as prioridades e é comum que sofram de baixo auto-estima."
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"'É um erro supor que dar prioridade a um aspecto da vida significa ignorar os outros. Ou imaginar que existe um malabarismo complexo que deve ser seguido para que tudo sai bem. Na verdade, é possível sempre prestar atenção a todos os aspectos, respeitando os limites de cada momento.' Ninguém está dizendo que é fácil, mas, como diz Dylan, é possível tentar."
"Quando contamos a Irving, de 90 anos, que estávamos escrevendo este livro sobre a crise dos 25, ele concordou com a ideia de que o terremoto emocional na faixa dos vinte e poucos anos se assemelha à crise da meia-idade. Mas ponderou que em todas as décadas da vida as pessoas passam por algum período de desequilíbrio. Por isso lhe perguntamos, meio de brincadeira, quais os problemas da crise dos 90 anos. Ele pensou apenas alguns segundos antes de responder: 'Encontrar coisas interessantes para fazer. E aprender a lidar com o fato de que muitos amigos já foram.'"

Essa crise deveria ser a dos 20 e poucos anos, pq ninguem passa imune a ela.me sinto como aquela estrela-do-mar que agora está ao Deus dará, qualquer coisa pode acontecer com ela, desde uma pessoa pisar e ela se quebrar até a onda do mar levar de volta ao seu lar. Tenho diversos receios e lendo o q vc postou agora, me sinto um pouco aliviada, já que medo é algo comum e inrente ao ser humano.Essa auto-ajudou sem querer ajudou um pouco!!!!!!
ResponderExcluirBjosss
Laís =*
Lara,
ResponderExcluirpelo visto o livro fez vc refletir, já que está repassando alguns trechos... o fato é que viver é uma verdadeira montanha russa, quando a gente pensa que chegou no topo, logo vem uma queda, depois outra subida e por aí vai...
xêro,
Lu