
Esses dias, sei lá porque, tenho pensado muito na vida... tenho consumido boa parte do tempo que (ainda) tenho para mim seja naqueles minutos dentro do trem indo para a universidade ou ainda os últimos pensamento antes de dormir no escuro do quarto com alguns pensamentos.
Como já confessei diversas vezes tenho problemas com o tempo... brigo diversas vezes com ele, as vezes acho que é como diz a música "o tempo sentiu inveja, ele ficou zangado e decidiu que era melhor ser mais veloz e passar rápido para mim". Mas as vezes minha briga com o tempo é apenas fruto de minha teimosia em querer fazer mil coisas e também de não poder controla-lo. Mas, pensado bem, eu sou mesmo é encantada com o tempo, ou melhor, encantada com esse emaranhado de caminhos que o tempo e a vida vão tecendo. E talvez seja sobre isso que queira falar.
Outro dias desses ganhei uma cascata de e-mail que se formou com um "por onde andam?" na lista de e-mail do pessoal da graduação... e olha que nem faz tanto tempo assim... enfim, um tá trabalhando ali outro acolá, outro se mudou, uns casaram outros vão casar, um teve filho, um mudou de rumo e se achou... e por aí vai. Quem diria né?
Eu sempre tive problemas em fazer planos (talvez por ter problemas com o tempo?) e, sinceramente, até bem pouco tempo atrás não me imaginava aqui. Neste dias vendo o famoso discurso de Jobs ele fala algo como depois que passa é fácil olhar para trás e conectar os pontos vendo quão boa foram as escolhas que tomamos mas que nem sempre é fácil olhar para frente e saber quais são as melhores escolhas. Se eu olhar para trás vejo quão incrível e fantástico foram as coisas que me aconteceram.
Dentre os surpreendentes desdobramentos e aprendizado que a vida me trouxe uma das coisas que me parece bem incrível é que eu nunca me imaginei morando no Estados Unidos... na verdade tenho descoberto que tenho/tinha muitos preconceitos, inclusive. Por mais coisas legais que eu já sabia que tinha por aqui, por mais filmes/série eu tenha visto sempre achei que não gostaria das pessoas daqui, de morar aqui... e para minha surpresa, tô gostando. Me surpreendo vendo que um pouco do que vi em filmes etc e tal é verdade.... existem pessoas legais aqui, com histórias legais, gente que vale a pena bater um papo e partilhar um pouco da vida.
Esse ano as vezes penso que tiveram três anos, ou talvez tiveram três Larissa ou talvez apenas três grandes mudanças na vida de uma pequena Larissa. Eu mudei muito esse ano... e acho que ainda não acabou, me sinto mudando agora. A menina que se maravilhou com a queima de fogos do Rio de Janeiro pode enfim ver o mundo e ver que ele é pequeno afinal das contas, pequeno e tão grandioso, tão cheio de vidas, de cores, de pessoas maravilhosas e de pessoas não tão maravilhosas também. Revemos nossos conceitos, nos reinventamos, aprendemos... não consigo mais pensar o mundo da mesma maneira que pensava antes, talvez eu lembre de como eu pensava mas dificilmente vou pensar como pensava.
As diferenças culturais não estão só nos livros de geografia, o mundo não esta nos livros, Paris não esta só no velho livro de francês, ser um estudante de PhD não esta só no PhD Comics... e por aí vai, quando você vê o seu mundo girou.
Mas enfim, agora eu tenho a mesma "piada" de quando entrei na graduação. Que finalmente tenho previsão para os próximos anos... Como me imagina nos próximos anos? Estudando. =P
Mas de fato não me imagina aqui, fazendo um PhD no exterior (morrendo de medo de falhar) e muito menos sozinha... mas a vida é isso mesmo né? Se não for agora tá sendo! =P
Mas a vida é uma eterna caixa de surpresas, quem sabe o que vai acontecer... é viver para saber!
Confesso que desde muito tempo atrás, cheguei a conclusão de que nos é que fazemos o nosso próprio tempo, e a liberdade é voce criar o seu tempo dentro do tempo de tudo, despindo-nos da camisa de força da entropia e da geodésica pai e mãe da morte e da mecânica. Eu entendo o conceito de espaço-tempo de Einstein, de forma parecida: Tudo que existe no espaço o curva, e essa curvatura cria o movimento, cria o tempo, que assim não é nada mais do que o como as coisas que existem estão se modificando, de acordo com a velocidade com que elas se deslocam na curvatura do espaço, de modo que o tempo será eternamente aberto. (Geraldo Júnior)
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