| Boston |
"Ter que voltar, ter que lamentar
Mas deixar levar, me entender um pouco mais...
Me entregar! A cada sonho! Cada esquina! Cada olhar!
Quem sabe um dia a gente possa olhar pra trás e se orgulhar,
Da marca que hoje eu trago e eu espero achar.
Um lugar! Nas minhas novas alegrias, a minha paz, meu amar.
A minha história, a minha vida. A razão de estar.
E eu me sinto disposto, a ser bem melhor do que eu já fui.
Será bem vindo qualquer sorriso, qualquer expressão de amor."
Lar@gratidão
| Chicago - Lago Michigan |
O thanksgiving ou ainda em bom português, o dia de ação de gracas, é um feriado muito importante por aqui. Para mim ele não tem o significado que tem para os americanos mas, gosto de ideia de se ter uma celebração à gratidão. Eu mesma estive em duas celebrações uma em casa com alguns amigos brasileiro com direito a comidinhas gostosas, boas conversas, violão e até mesmo olhos lacrimejando - ô povinho para ter coisas para agradecer que emocionam ou ainda ficaram antecipando a saudade que terei quando eles forem embora. A segunda eu fui contemplada com uma comemoração mais família com direito a saber que a receita (mesmo diferente) de torta de castanha encontra-se na família a um pouco mais de tempo (antes de minha mãe), histórias de eventos familiares de outrora e se encantar/brincar com um bebê lindo.
Se reunir pessoas queridas é muito bom, reuni-las para celebrar a gratidão então parece algo muito bom não? E olhando bem é possível ver quantas coisas boas temos em nossa vida e nos esquecemos de ser gratos à...
Quando penso em gratidão lembro muito de minha irmã Luci, eu já disse algumas vezes, mas ela com toda sua simpatia, alegria e jeitinho que tudo tá sempre bem me ensinou a ser mais grata... eu costumava ser mais turrona/teimosa e ela dizia que eu tinha que ser mais grata, que era uma virtude... eu venho tentando, juro, e hoje eu sei que tenho muito o que ser grata...
Sou grata a família maravilhosa que tenho, aos bons amigos e as pessoas incríveis que vou encontrando... pessoas que muitas vezes mudam e/ou marcam nossas vidas por simples coisas e que tenho/tive a felicidade de partilhar ao menos um tiquinho da minha vida nesse emaranhado de encontros e desencontros que a vida nos fornece. Sou grata pelo quanto elas me ensinam e despertam vida em minha vida.
Sou grata pela vida que pulsa e por ser feliz em vê-la pulsar.
Sou grata.
Sou grata.
Lar@Chi.cago
"Roda mundo, roda gigante
O samba, a viola, a roseira
No peito a saudade cativa
| Chicago |
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...
O samba, a viola, a roseira
Que um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou...
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a saudade prá lá ..."
[Roda Viva - Chico Buarque]
Além de celebrar o feriado de ação de graças eu aproveitei também para viajar - destino: Chicago.
Ou seja, no feriado eu deixei de Boston (leia-se Bostão) e fui para Chicago (leia-se "Xii... cagô")! kkkk Eu ri muito e repetidamente com esse trocadilho cacofônico nesse final de semana o que mostra que sou neta de Osvalita e sobrinha de uma "bichita" (deve estar no sangue)... mas, tem como não rir quando se deixa de Bostiar para Chicagar? kkkk
Cacofonias a parte, eu adorei Chicago!
Eu adoro viajar, conhecer coisas novas e não sei se foi a falta de expectativas (eu estava tão estressada que não tive tempo de planejar/pesquisar quase nada antes de ir), a beleza da cidade ou as boas companhias (talvez um pouco de tudo junto e misturado) mas, eu me encantei com Chicago.
Arrumando a mala algumas horas antes de viajar eu descubro que curiosamente Boston estaria muito mais quente e agradável que Chicago nos dias que estaria por lá (normalmente é o ao contrario)... botei roupas de inverno (sim, as temperaturas lá estavam para lá de negativas) e me preparei para os ventos fortes que meu amigos haviam alertado. Viajar de madrugada pode ser horrível mas ver o dias se encher de cores faz meu mal humor se esvair e olha isso http://www.instagram.com/p/SXsukBkl8B/, com razão, não?
Mas, sabe aquela expressão "Que o diabo te carregue" eu me permiti defini-la como "Que os ventos de Chicago te carreguem" e ainda se for para desejar muito mal completando como "e te congele"... os amigos me falaram do vento forte por lá mas eu nunca pensei que seriam tão fortes e frios... teve alguns momentos que era até ruim andar na rua, os ventos fortes me lembraram até as rebarbas da tempestade Sandy que peguei em Boston alguns meses atrás... e o frio, nossa, frio não é muito legal para ficar batendo perna... eu tinha até levando umas roupas de inverno mas as meninas (que arrumaram as malas não tão de última hora) não... tivemos que parar para que elas comprassem vestimentas adequadas afinal, ninguém merece passar frio.
Mas, tirando o frio e os ventos fortes e gélidos Chicago é encantadora! Eu adoro a combinação de paisagem de água com cidade e Chicago tem um pouco disso... mistura a beleza de rios cortando a cidade, um lago que mais parece um oceano com águas claras e de um azul celestial (me lembraram até o azul do mediterrâneo) e ainda uma arquitetura de cidade grande bonita com seus bem arquitetados arranha-céus... eu não achava que era tao fã de cidades grandes de Nova York, por exemplo, eu gosto do burburinho, da vida que pulsa por la não exatamente dos seus prédios... Chicago me fez gostar da beleza de seus prédios, quem diria! (Seria por influência? Minha amiga de apê brincou outro dia que eu tinha já um quê de paulista - além de natalense, recifense e carioca - pela convivência com ela...)
Eu adoro viajar, conhecer coisas novas e não sei se foi a falta de expectativas (eu estava tão estressada que não tive tempo de planejar/pesquisar quase nada antes de ir), a beleza da cidade ou as boas companhias (talvez um pouco de tudo junto e misturado) mas, eu me encantei com Chicago.
Arrumando a mala algumas horas antes de viajar eu descubro que curiosamente Boston estaria muito mais quente e agradável que Chicago nos dias que estaria por lá (normalmente é o ao contrario)... botei roupas de inverno (sim, as temperaturas lá estavam para lá de negativas) e me preparei para os ventos fortes que meu amigos haviam alertado. Viajar de madrugada pode ser horrível mas ver o dias se encher de cores faz meu mal humor se esvair e olha isso http://www.instagram.com/p/SXsukBkl8B/, com razão, não?
Mas, sabe aquela expressão "Que o diabo te carregue" eu me permiti defini-la como "Que os ventos de Chicago te carreguem" e ainda se for para desejar muito mal completando como "e te congele"... os amigos me falaram do vento forte por lá mas eu nunca pensei que seriam tão fortes e frios... teve alguns momentos que era até ruim andar na rua, os ventos fortes me lembraram até as rebarbas da tempestade Sandy que peguei em Boston alguns meses atrás... e o frio, nossa, frio não é muito legal para ficar batendo perna... eu tinha até levando umas roupas de inverno mas as meninas (que arrumaram as malas não tão de última hora) não... tivemos que parar para que elas comprassem vestimentas adequadas afinal, ninguém merece passar frio.
| Chicago |
O que fiz em Chicago?
Bati muita perna pelo centro, fui numa catedral (foto) onde tive a felicidade de relaxar e me re-aquecer ouvindo um órgão (falou a menina que adora órgão), andei no parque Millenum (foto) que fica entre o centro (foto) e o lago Michigan (foto), fui ver a cara do estádio do Chicago Bulls, botei a mão (e quase congelei) no lago Michigan, fui no cais onde vi um lindo e aquecido jardim, andei de montanha russa (com visão para toda a cidade e com o vento balançando a cabine), fiz passeio de barco pelos rios e lago com direito às cores do por do sol e a lua cheia (foto, mais foto), saí para ver e congelar na noite com seus barzinhos de música ao vivo, fui no observatório no prédio mais alto da cidade com direito a ver a cidade em luz do sol e em luz elétrica, ouvi um bom blues (foto), comi as famosas pizzas recheadas e também as deliciosas pipocas caramelizadas, me deixei encantar pelos talentosos artistas de ruas que cantavam nas estações de metro, fui numa feirinha de natal alemã (foto) com direito a vinho quente (que guardo uma botinha-caneca de lembrança), famosas salsichas e strudels, passei quase que correndo pelo zoológico, ri, conversei e tirei um montão de fotos (algumas delas espalhas nesta postagem mas tem também uma seleção delas nesta álbum do facebook: aqui).
Enfim, Chicagar foi muito bom! (risos)
Bati muita perna pelo centro, fui numa catedral (foto) onde tive a felicidade de relaxar e me re-aquecer ouvindo um órgão (falou a menina que adora órgão), andei no parque Millenum (foto) que fica entre o centro (foto) e o lago Michigan (foto), fui ver a cara do estádio do Chicago Bulls, botei a mão (e quase congelei) no lago Michigan, fui no cais onde vi um lindo e aquecido jardim, andei de montanha russa (com visão para toda a cidade e com o vento balançando a cabine), fiz passeio de barco pelos rios e lago com direito às cores do por do sol e a lua cheia (foto, mais foto), saí para ver e congelar na noite com seus barzinhos de música ao vivo, fui no observatório no prédio mais alto da cidade com direito a ver a cidade em luz do sol e em luz elétrica, ouvi um bom blues (foto), comi as famosas pizzas recheadas e também as deliciosas pipocas caramelizadas, me deixei encantar pelos talentosos artistas de ruas que cantavam nas estações de metro, fui numa feirinha de natal alemã (foto) com direito a vinho quente (que guardo uma botinha-caneca de lembrança), famosas salsichas e strudels, passei quase que correndo pelo zoológico, ri, conversei e tirei um montão de fotos (algumas delas espalhas nesta postagem mas tem também uma seleção delas nesta álbum do facebook: aqui).
Enfim, Chicagar foi muito bom! (risos)
Lar@inspirações.nerds
"O cérebro eletrônico faz tudo
Faz quase tudo, Faz quase tudo
Mas ele é mudo
O cérebro eletrônico comanda
Manda e desmanda
Ele é quem manda
Mas ele não anda
Só eu posso pensar
Se Deus existe, Só eu
Só eu posso chorar
Quando estou triste, Só eu
Eu cá com meus botões
De carne e osso
Eu falo e ouço.
Eu penso e posso
Eu posso decidir
Se vivo ou morro por que
Porque sou vivo
Vivo pra cachorro e sei
Que cérebro eletrônico nenhum me dá socorro
No meu caminho inevitável para a morte"
Esses dias em meio a atarefada agenda de final de semestre pude participar de coisas legais na universidade.
O primeiro destaque vai para um seminário em celebração aos 100 anos de Alan Turing que teve aqui na BU (Turing 100: A Celebration of the Life and Legacy of Alan Turing). Só para ambientar caso você esteja se perguntado quem foi o tal Turing ele é meio que considerado um dos pais da computação e é atribuído a ele a formalização de termos como algoritmo e computação (aplicados às maquinas de Turing). Pois bem, esse seminário juntou grandes nomes da teoria da computação que tentavam apresentar trabalhos relacionados aos conceitos edificados por Turing. Curiosamente os palestrantes (muitos deles vovozinhos da computação) começavam suas falas falando se tinham tido contato algum contato direto ou indireto com Turing (ou melhor com seus alunos) e houve momentos que alguém levantou a mão para retificar algo com a propriedade de quem vivenciou. Mas, o que eu gostaria mesmo de falar foi de uma das palestra que vi; a palestra de Stephen Wolfram (http://www.wolframalpha.com/). Ele é famoso, tem um instituto de pesquisa de mesmo nome e me disseram ser um bom palestrante daí resolvi conferir. Ele começou a palestra segurando o seu grosso livro e dizendo que ia tentar dar um ideia rápidas dos conceitos que ele abordava naquele livro. Com muito entusiamo, simpatia e um ar de genialidade ele foi mostrando com muitos exemplos ilustrados de simples compreensão sobre conceitos de teoria computacional, aleatoriedade, padrões, etc. Não sou da área de teoria da computação (eu estudo redes de computadores) mas palestras como estas me encantam e fazem querer estudar mais teoria e brincar de modelar ainda mais meu mundo matematicamente (ok, admitidamente, eu sou nerd).
Outra coisa que me presenciei foi um encontro de computação exatamente na sub-área que venho trabalhando que teve aqui na BU. Eu me voluntariei (pois não estava apresentando artigo) e acabei participando do encontro quase todo. Eu gosto de congressos é uma ótima maneira de ser exposta ao que há de mais recente na sua área, ver vários problemas, base de dados e entender como as pessoas estão tentando resolve-los. A coisa mais legal do encontro foi por rosto, voz e gestos naqueles nomes de tantos artigos que venho lendo e curiosamente descobrir que um deles cuja a publicação sempre me vinha de modo abreviado, era uma mulher! Alem do conhecimento encontros são legais também por fazer conhecer pessoas do mundo todo (sim, eu sou uma nerd social) e pessoas que entendem facilmente o que você esta fazendo!
Esses dias eu participei de um grupo de avaliação do departamento. Foi legal ver como isso funciona, um grupo de professores de outras universidade vem aqui e sentam com vários grupos (alunos, professores, funcionários) para entender e avaliar a necessidade do departamento. Eu fui para o grupo de mulheres no departamento. Eu acho legal que tenha grupo só de mulheres mas logo no inicio do nosso grupo uma aluna retrucou aos avaliadores porque essa necessidade de grupos só de mulheres e um deles brincou - porque vocês são especiais - mas, voltou com a pergunta do que a gente achava desse grupos e quem estava envolvida neles. O que eu falei? Eu falei que achava esses grupos importantes porque existem demandas particulares das mulheres como, por exemplo, a maternidade. Falei também que não era meu caso mas existem mulheres que tem problemas de socialização ou discriminação mas, por mais que eu já tenha passado alguma indiferença por ser mulher no meio de tantos homens já estou a tanto tempo neste meio que eu nem noto mais (só brinco que os meninos esquecem que eu sou mulher - não que tenha falado isso). Eu falei ainda que eu gosto de participar desses grupos não porque eu ache que sou especial simplesmente por ser mulher em computação mas exatamente porque nesse grupo eu me sinto completamente normal estando no meio de mulheres com trajetórias parecidas e que - como eu - são acostumadas a viver cercada de homens... não preciso de contexto e exemplos no meio delas eu sou "igual", sou a regra e não a exceção. Mostrando que isso não é só loucura de minha cabeça várias meninas que falaram depois concordaram e até citaram algo que falei. No final um dos avaliadores disse que para ele ainda esse grupos eram importante uma vez que a mente pode assimilar um sentimento de não pertencer em caso de falta de semelhança aos demais membros do meio - daí a importância de grupo de "minorias" - e ele, como um professor de meia idade negro, sabia bem o que era isso pois tanto quando estudante como no inicio da carreira de professor era um dos únicos negros de seu departamento/universidade.
Para fechar com chave de ouro minhas inspirações vi a palestra de Karen Panetta no almoço de final de ano do grupo de mulheres de pós na ciência e engenharia da BU (foto). Ela, muito entusiasmada, contou um pouco de sua trajetória mostrando os desafios e conquistas da sua carreira, falando de como as perspectivas foram mudando desde quando ela entrou na graduação em engenharia e foi seguindo entre carreira acadêmica e também trabalhando na industria, conquistando prêmios, sendo representante feminina pioneira em instituição de prestígio, dos grupos de incentivos de mulheres na ciência que ela se engajou, na trilha viagens, nos interessantes projetos que trabalhou (alguns utilizados pela NASA). Muita da sua trajetória serviria de inspiração para qualquer pessoa independente de sexo mas alguns recortes feito por ela deveras sensibilizam mais as mulheres.
No final fizeram uma pergunta: mas como você conseguiu conciliar tudo isso (carreira, viagens, dois trabalhos, etc)?
Ela respirou fundo e disse que seria uma mentirosa se dissesse que tem total balanço pessoal que, na verdade, ela era uma bagunça. Que no início de sua jornada ela foi, inclusive, recomendada que se quisesse ser bem sucedida não poderia ter filhos cedo, etc e que naquele momento ela optou por isso (ir fundo na carreira em detrimento a uma vida pessoal mais "idealizada") mas, que isso não necessariamente era bom... ela disse que hoje não se arrepende de nada mas, que a sorte dela foi ter achado em sua jornada uma parceria e que isso tinha sido essencial para ela estar bem e satisfeita hoje principalmente agora com aquele lindo bebe de 10 meses (nesse momento ela apontou para o marido que segurava o bebe do outro lado da sala). "Ah! E é o bonitão segurando o bebê aí, meu marido, quem acorda de noite para trocar fraldas e dar a mamadeira... (risos da todos) de outra maneira eu não conseguiria continuar (e ainda bem sucedida) nos meus dois empregos" (professora titular e numa empresa de engenharia)...
| Chicago |
Todos essas vivências me inspiram para a jornada profissional que escolhi e venho batalhando e me lembram um coisa além de que eu sou nerd (da minha maneira): que eu gosto de estar perto de onde as coisas acontecem, de onde as grandes mentes se encontram... ver a história acontecer é muito mais legal do que ler sobre ela. Eu posso não ter a genialidade de fazer a história mas eu estou tendo a oportunidade de estar mais de perto onde ela tá acontecendo... por isso, talvez, eu tenha saído de Natal para um especialização/estágio em Recife, de Recife para um mestrado do Rio e do Rio para esse doutorado aqui...
"Queria ser navegador
Nesse teu mundo estelar
Lua que amansa meu desejo
Estrela azul, me leva"
No mais a vida segue... sinto o inverno chegando: andar de bike já uma exceção, o casaco padrão já é o de esquimó e a vontade de acordar nas manhas frias jé é próximo a zero. Mas, como quase tudo na vida tem o seu lado bom... por exemplo, ver nevar é lindo e esses dias (foto) nevou novamente. Fico feita criança boba vendo a neve e esses dias teve até nevar daquelas de grande flocos que é ainda mais bonito de se ver... foi no sábado e depois da minha aula de patinação resolvi andar e contemplar na neve, andei o campos da BU (foto), andei na ponte, andei no parque na beira do rio (foto, mais foto) andei ate minha botas encharcarem e eu não puder mais andar sem me sentir incomodada. Eu gosto de andar, eu gosto de ver nevar e se isso tudo acontecer num dia que estou inspirada para tirar fotos... já viu, né?
Neste mesmo dia, depois de me aquecer no meu escritório e de nevar mais e mais eu e meu colega (brasileiro que não é acostumado com neve) resolvemos sair para ver mais a neve (foto) e pela primeira vez brinquei de guerra de neve e também fiz meu primeiro bonequinho de neve (foto)... se sou meio criança as vezes? Sei que sou - ao menos assim eu me permito ser feliz por pouco e esqueço os problemas, preocupações e tristezas que constantemente cercam o nosso mundo adulto.
(Mais fotos no álbum Outono em Boston do Facebook)
(Mais fotos no álbum Outono em Boston do Facebook)
Outra coisa de "inverno" que fiz foi ir patinar com minhas amigas, eu fiz aulas de patinação mas foi a primeira vez delas e foi legal. Patinar é legal (pena que minhas aulas já acabaram) minha mente já me imagina fazendo piruetas (já me arrisco numas voltinhas) e saltos (me arrisco apenas nos mais simples mas já caí de bunda tentando fazer uns mais bonitinhos) e vai compondo a cena com uma boa trilha sonora seja por exemplo ela a Valsa de Amélie (La Valse d'Amelie) ou ainda uma música que inspira a dança (ou piruetas) como "Só sei dançar com você".
Ah! No cansaço da vida consegui esquecer as chaves duas vezes, uma dentro do escritório outro dia em casa... do dia que esqueci no escritório (voltando par casa depois de mais de 12 horas na universidade) o mais legal foi que minha amiga de apê só descobriu que eu estava trancada pelo lado de fora pelo facebook (ela estava no banho quando eu liguei e mandei mil mensagens para ela)... fiquei brincando que só fazendo drama público para ela se sensibilizar comigo... =P
Tem dias que ganho o dia por simples coisas como Como ver duas pessoinhas (sobrinhas) lindas cantando diversas musiquinhas ("O trem maluco / Quando sai de Pernambuco / Vai fazendo vuco-vuco / Até chegar no Ceará..."), contando do final de semana, contando a história da Galinha Ruiva, brincando... ou ainda pela amiga que arruma um tempo para um café para conversar no meio da sua correria (foto), pelo amigo que te presenteia com pauzinhos de comer (chopsticks) de sua viagem ao Japão (foto), pela lua cheia (foto), pela mensagem dizendo "Só faltou você, te amamos" dos familiares em eventos que você adoraria estar, pelo recadinhos de boa sorte e força com as coisas dos amigos, pelos pequenos mimos e docinhos deliciosos recebidos/compartilhados, pelo uma almoço caprichado feita pela amiga de apê, pela música que o amigo lembra de você e te recomenda, etc... a grandiosidade da vida está nos pequenos cuidados, carinhos e gestos amorosos. Grandes declarações soam quase vazias sem as preciosas pequenas coisas.
No mais, a vida segue com muitos e muitos estudos. Final de período, prazos e trabalhos... já quase moro na universidade (mais de 12h nos últimos dias) e vou dormir (ou tentar quando a insonia-estresse deixa) em casa algumas poucas horas. Mas, não reclamo não (ou tento não reclamar muito)... a vida é assim tem dias alegres que nos sentimos como uma criança por motivos bobos (foto), dias de ver coisas acontecendo (foto), dias frios (foto), dias de muito trabalho, dias de alegrias, dias de alergias, dias coloridos (foto, mais foto e outra foto e ainda outra foto e mais outra foto) e dias sem cor... sigo assim esperando suportar tudo que preciso passar e oscilando como a vida.
"Cuide-se bem
Perigos há por toda parte
E é delicado viver:
De uma forma ou de outra
é uma arte, como tudo.
Cuide-se bem,
Eu quero te ver com saúde
E sempre de bom humor e de boa vontade
De boa vontade
Com tudo
Pra nunca perder esse riso largo
E essa simpatia estampada no rosto
Pra nunca perder esse riso largo
E essa simpatia estampada no rosto"
[Cuide-se bem - Bruna Caram]
É tão bonito e encorajador vê que vc passa por tantas coisas(boas e más)e não desiste, segue em frente e sempre sempre olha um lado bom e ainda por cima aprende com ele. Acho que não vai passar o fim de ano por aqui, ne?? Te desejo tudo de mais maravilhoso que a vida vai lhe proporcionar e que vc aproveite tudo da melhor maneira possível!!Feliz Natal Happy christmas(não sei se é assim que se escreve, já que a poliglota da família é vc kkkkkkkkk)e que 2013 nos traga sabedoria, suce$$os, alegrias, aprendizados, sorrisos, um pouquinho de neve por aí e um tiquinho de chuva por aqui!!Bjosbjosbjosbjosbjos pra minha prima mais querida que mora mais longe de mim
ResponderExcluirLaís