Cada vez mais tenho visto efeitos do estresse em mim: problemas para dormir, noites mal dormidas, alergias, mudança de humor mas, sobretudo, tenho ficado mais distraída e atrapalhada que nunca. Logo eu que em algum momento da vida achei ser uma pessoa tão segura e cheia de si...
No inverno numa de muda de casaco/bolsa aqui e ali deixei a chave em casa duas vezes... Na primeira estava saindo para a universidade e percebi tão logo cheguei para trabalhar e não pude abrir eu mesma meu escritório mas, fui socorrida por minha amiga de ape e nossa chave extra. Na segunda vez percebi que tão logo sai de casa mas minha amiga de ape estava viajando (so voltaria uma semana depois) e desesperadamente percebi que não tinha o telefone do dono do apartamento... estragando minha tarde de escalada acabei achando um modo de contactar o tal cara que compreensivo mas insatisfeito veio abrir a porta para mim numa tarde fria de inverno...
Na verdade, esqueci de quase de tudo nesse inverno: chaves (dentro de casa, dentro do escritório, na porta de casa), scarf, protetor de orelha, marmita, óculos, pendrive, chocalhinho (ovinho), carteira e ate mesmo os sapatos (um dia fui para uma festa com um sapato de neve e um de festa e voltei para casa so com o sapato de festa). Na metade do inverno eu já estava usando um luva de cada cor pois os seus respectivos pares foram esquecidos (indefinidamente) pelo mundo e, também, um dia esqueci as calcas (de chuva que uso por cima da roupa do dia-a-dia quanto esta muito frio/nevando ou chovendo ao pedalar) no escritório voltando para casa molhada e com frio. Costumava dizer que só não esqueço a cabeça porque ela é pregada ao corpo... pois bem, cheguei bem perto disso...
Vejam so:
Era um dia frio e depois de por as devidas camadas coloquei a mascara de rosto e sai pedalando para o trabalho. Ao chegar lá, "estacionei" minha bike e pensei comigo que seria melhor não deixar o capacete na bike como de costume pois iria nevar o que deixaria ele molhado. Trabalhei o dia inteiro e no final do dia ao pegar minha bike, cade o capacete? "Putz, devo ter esquecido no escritório." Voltei para o escritório, procurei o dito cujo e, nada! "Putz, devo ter deixado pendurado na bike (pois iria levar para o escritório) e alguem carregou." Por desencargo de consciência liguei para casa e pedi para minha amiga de ape olhar se estava por lá indicando alguns lugares. Desapontadíssima de como alguém rouba um capacete de bike velho saí do trabalho direto para a loja (afinal não se fica sem capacete). Chegando lá o vendedor me informa que a loja estava fechando mas, vendo meu estado descontente, me pergunta o que eu queria e gentilmente (por amor aos ciclistas) abre a loja para me vender um capacete novo. Ao chegar em casa eu lembro que as vezes o capacete cai do lugar que eu deixo (e que eu não tinha lembrado de pedir para minha roommate olhar) e lá esta o bendito casco... Não esqueço a cabeça porque é grudada mas, chego bem perto... (e agora tenho dois capacetes! =P)
Outra do estresse é me deixar mais distraída que nunca. Tenho conhecido pessoas novas umas 2-3 vezes. Como sou horrível com nomes (sempre fiz esforço para memorizar nomes de pessoas novas) já chego me desculpando mas, tem gente que vem falar comigo que eu sequer lembro direito da fisionomia... (Bem, talvez além do estresse eu tenha que parar de beber tanto em festas.)
E, quer coisa mais sem graça que alguém tratar voce pelo nome e voce nem necas de ideia do nome da pessoa? E sendo uma pessoa interessante então é de se enterrar ... mas daí já se mistura com o ponto que eu sou (e sempre fui) mega-atrapalhada para paquerar.
O inverno chega ao fim e a primavera traz a promessa dos recomeços.
Quem sabe menos estresse e dias de mais de 12h de trabalho?
Quem sabe mais música, arte e calor na alma?
Quem sabe de distrações somente as boas que a vida tem a ofertar?
Quem sabe...
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