quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Diario de Viagem - CA Trip: Dia 3 (Trilha do Lago Cottonwood)

Segunda - 29/06/15

Acordei me sentindo bem (nenhum mal-estar), optei por um café da manhã mais leve (e parecido com os meus habituais com frutas, suco e sanduíche), fiz um chazinho de coca (que minha amiga de Taiwan trouxe do Peru e dizem ajudar a aclimatar com a altitude) e partimos. 

Sierra Nevada

Antes da trilha, contudo, passamos no centro de visitantes do Monte Whitney onde pegaríamos nossas permissões para a trilha (de quinta) e algumas informações e acessórios. Uma coisa que me chamou foi as recomendações para com os ursos (que conhecidamente habitam a região).

Os ursos, em geral, vão evitar contato com humanos (queremos ficar longe deles assim como eles querem ficar longe da gente) mas em algumas ocasiões eles podem entrar em confronto: disputa por comida, proteção à cria ou caso se sintam ameaçados. Encontrando um urso da trilha recomenda-se tentar aumentar seu tamanho (levantando para o ar mochilas ou poles de trilha) o que deve fazer ele se intimidar e sair do seu caminho. Como precaução durante a trilha recomenda-se também deixar a comida e itens com cheiro (tais como protetor solar/labial, álcool gel, pasta de dente, etc) separados para fácil identificação/retirada da mochila. Nos estacionamentos das entradas das trilhas existem caixas metálicas (com fechos especiais que ursos não conseguem abrir) onde todos os itens com cheiro que estiverem no carro devem ser depositados (de outra maneira o urso pode arrombar o carro para pegá-los). Para acampamentos no meio da montanha existem alguns cilindros plásticos super-resistentes e difíceis de abrir (para um urso ao menos) onde todos os itens com cheiro e comida precisam ser armazenados durante a noite (e já que eles podem atrair os ursos devem ficar fora/longe do acampamento/tendas por toda a noite). Existe uma coisa que eles frisaram bastante no centro de visitante (e panfletos de recomendações) a maioria das proteções/recomendações são para deixar os ursos selvagens. A ideia é, depois que um urso selvagem come comida humana (mais calórica e menos trabalhosa que sua comida habitual) ele vai sempre procurar essa comida, isto é, ele vai entrar em contato/conflito com os humanos e eventualmente vai precisar ser morto. Ou seja, tomar todos os cuidados com as comidas e itens com cheiro é mais para proteger o urso (e deixá-lo selvagem) do que as pessoas (já que em geral os ursos tem medo das pessoas).

Trilhando
O destino da trilha do dia era um lago entre as montanhas.  
O dia começou parcialmente nublado e começamos a trilha em cerca de 2955m acima do nível do mar e no ponto mais alto chegaríamos novamente a cerca de 3500m. A trilha começou dentro de uma floresta de pinheiros com algumas áreas abertas e inclinação moderada. 

Trilhando
Mais uma vez, me senti cansada e fiz diversas pausas para respirar fundo, tomar água e, às vezes, tomar chá. Mas, desta vez, não me senti mal: não sei se estava me adaptando, se foi o chá de coca, os ainda os exercícios de respiração intensificados (ficava controlando a respiração e respirando mais profundamente) ou tudo junto e misturado.

Trilhando
A trilha foi se revelando encantadora e sem passar mal pude desfrutar de cada vista cênica que ela pode oferecer com sua floresta, montanhas, riozinhos, animais e lago.

Lago Cottonwood
O lago era lindo! Estava num vale verdinho com pedras entre montanhas.
Por lá, descansamos por um tempo e também chegamos a fazer um pouco de acro-yoga (yoga acrobática).

Acro-yoga: Lago Cottonwood

Marmota (junto a pedra)
Uma coisa que vi que adorei nos arredores do lago foram as marmotas. Foi a primeira vez que eu vi uma marmota (bicho)!
Eles são roedores e parecem esquilos grandes, preguiçosos (ao menos quando estão deitados todo espatifados sobre as pedras) e fofos!
Eles fazem uns barulhinhos agudos bem típicos (depois já fiquei reconhecendo) como vocês podem ver no vídeo abaixo:



Quando fomos voltando na trilha o tempo foi abrindo e o céu azul pintou-se sobre nossas cabeças. 


Terminado a trilha aproveitamos a luz de final do dia e o tempo livre para parar em canteiros (mirantes) com vista fantástica daquela estrada que tinha nos levado à beira da trilha. 



A volta foi maravilhosa e nos rendeu muitas fotos fantásticas (como algumas aqui selecionadas)!






E para fechar o dia com chave de ouro, eis que a lua (já bem dizer cheia) aparece despontando no horizonte dando o toque final naquela mistura de cores de pôr do sol, montanhas, vales e estrada!


A noite foi tranquila. Saímos para jantar em um dos restaurantes (com cara de rústico) da bela cidade de Lone Pine e fomos descansar. Afinal, a previsão é que nossa próxima noite em uma cama (já que iríamos acampar nos dias seguintes) fosse apenas no sábado. 




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